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Equipe Goiás no Sertões prepara sua 4ª participação no Sertões, dessa vez com apenas duas motos. Após a difícil experiência enfrentada em 2008 (onde largamos com seis motos, no entanto apenas duas concluíram), em 2009 a equipe Goiás no Sertões confirma que participará do Sertões com apenas duas motos. José Freitas , criador da equipe Goiás no Sertões, é um piloto experiente que já concluiu três Sertões, e Paulo César, piloto da cidade de Rio Verde, que já está bastante ansioso pois ainda é iniciante no Sertões, em 2008 participou do Sertões mas acabou se acidentando abandonando a competição. Ambos os pilotos competem com uma KTM 450cc. Apesar de estarmos com uma equipe reduzida este ano, no entanto a expectativa é ainda maior, pois essa edição do Sertões promete ser inesquecível. Segundo Eduardo Sachs - Diretor Técnico da competição – “a cada ano o rally está mais técnico. E este ano promete muito neste sentido. Acho que, historicamente, esta será uma das melhores edições do evento”. Pela primeira vez desde 2001, a corrida ultrapassa os cinco mil quilômetros de percurso e esta edição de 2009 será marcada pelo ineditismo, a começar pelo roteiro. "90% do percurso é inédito”, afirmou Marcos Morais, diretor presidente da Dunas Race, empresa organizadora do evento. Segundo ele o trecho que deverá ser o mais comentado entre pilotos e navegadores encontra-se no sétimo dia, na etapa entre Barra (BA) e Petrolina (PE), com 235 quilômetros de especial.
"Sem dúvida, será uma das especiais mais duras do Sertões, com areia do início ao fim. O desafio está em administrar o equipamento e acertá-lo para que o motor não sofra superaquecimento, porque prevemos para esta parte as temperaturas mais altas do rally." "Os trechos são rápidos e sinuosos, com vegetação espinhosa e travessias de alguns riachos. Além disso, é uma especial de maratona, em que o equipamento não pode receber manutenção externa. “ "Já no segundo dia da corrida, os competidores encontrarão uma especial muito técnica. É um trecho que exigirá muito do carro e da tripulação, onde vai valer mais a estratégia e a cabeça fria do que somente o pé afundado no acelerador”, relata Sachs. "Aqui, terão pela frente uma mescla de trechos sinuosos e de trial (de velocidade baixa, mas bastante acidentados), com outros velozes. É uma boa receita”. A especial do quarto dia do Sertões, de Minaçu (GO) a Palmas (TO), é a mais longa e completa da competição. "Os participantes enfrentarão piso de cascalho no início, seguindo para regiões montanhosas com muitos trechos de trial, travessia de riachos, caminhos com pedras grandes e piso duro, além de algumas retas de alta velocidade. Com 487 quilômetros de especial, o quarto dia exige muito da tripulação por causa dos vários tipos de piso: será preciso administrar o ritmo para poupar equipamento”, explicou Eduardo Sachs. O dia seguinte, por outro lado, representa a especial mais veloz da prova. "Ela começa sinuosa e depois encontra trechos de alta velocidade. Vai exigir coragem. É onde alguns carros de ponta poderão chegar aos 210 km/h, por causa de algumas retas que chegam a ter mais de um quilômetro de extensão”, conta. "E na metade final da especial haverá um trecho de savanas em que será necessária a navegação por GPS”, detalha Marcos Moraes. Serão 5 mil km sem trégua - "Nenhuma especial dará refresco aos competidores. Cada uma tem seu tipo de dificuldade”, adianta Moraes. A prova, que será realizada entre os dias 23 de junho e 3 de julho, partirá de Goiânia (GO) para um longo e desafiador percurso rumo a Natal (RN), atravessando sete estados brasileiros: Goiás, Tocantins, Bahia, Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. |